A despedida

No dia 26 de outubro de 2005, aos 75 anos, meu pai se despediu de nós. Durante uma viagem para a Patagônia, passou mal dentro do navio. Na volta, foi hospitalizado, fez vários procedimentos e tratamentos, mas havia chegado a sua hora.

Foi um baque. Quase uma traição da vida. Passou mais de seis décadas sonhando e trabalhando e, quando chegou finalmente a hora de arrancar o relógio do pulso, vem a morte, sorrateira e brutal. Meu pai era uma pessoa fascinada pelo trabalho, de uma inteligência ímpar, muito acima da média. Um ser realmente especial. Pensava e agia pela coletividade, e fez muito por Cascavel. Tenho orgulho porque posso falar de peito aberto que o autódromo existe porque ele existiu! Certa vez o Alves Damian (empresário que ajudou a patrocinar a primeira corrida) me parou na rua, pouco depois do meu pai falecer, e disse: \“Miguel, você pode levantar a cabeça e caminhar de balão à balão na Avenida Brasil, pois seu pai não deixou nenhum rastro que desonre seu sobrenome\”. Em 2008, a S.A, em assembleia, finalmente batiza o autódromo com seu nome.